terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Tipos de conexão:


    A internet deu seus primeiros passos a partir de cabos e fios. Apesar de soar como algo bastante antiquado, esses tipos de conexões ainda são amplamente utilizados, principalmente devido à alta velocidade obtida por alguns.

Dial Modem

   A famosa internet discada foi praticamente o pontapé inicial da rede no Brasil. Apesar de ainda ser utilizada, não é mais tão popular quanto foi no início dos anos 2000. O motivo? A baixa velocidade. A conexão Dial Modem alcançava, no máximo, míseros 56,6 kbps. Sem contar o irritante som que emitia enquanto conectava e o fato de cair sempre que alguém tirava o telefone do gancho.

xDSL

   Acessar a internet até cinco vezes mais rápido do que a conexão discada e conseguir falar ao telefone ao mesmo tempo. Por esse simples motivo, a banda larga foi vista como a grande revolução tecnológica para muitos internautas. E foram as conexões da família xDSL (Digital Subscriber Line, ou linha de assinante digital) as primeiras a se popularizarem nesse sentido.

   Este tipo de conexão ainda utilizava uma linha telefônica para acessar a internet, mas conectada a um modem externo específico, o que acabava com a necessidade fazer ligações para a operadora. Você simplesmente pagava uma mensalidade para a empresa, que liberava o sinal em sua residência.

Cabo
  
   Você já deve ter ouvido falar de TV a cabo, certo? Algumas empresas decidiram aliar a ela o acesso à internet. Com isso, uma linha telefônica não era mais pré-requisito para se conectar, o que deu mais liberdade ao usuário.
   Outra grande vantagem deste tipo de conexão é a velocidade, que varia entre 70 kbps e 150 Mbps. Além disso, a internet a cabo facilitou a criação de redes de computadores, dividindo a conexão com múltiplas máquinas, sem contar a distribuição sem fio através de roteadores wireless.

Wi-Fi

   A mais popular das conexões wireless é basicamente uma versão sem fio da banda larga comum, distribuída através de um roteador especial. É por isso que são designadas como redes, já que necessitam de uma conexão com fios para criar o ponto de acesso. O sinal de internet é enviado a frequências que variam entre 2,4 GHz e 5 GHz e podem alcançar até 54Mbps no raio de alguns metros.

Redes ad-hoc

   Se a rede Wi-Fi necessita de um ponto de acesso para realizar a distribuição de sinal, as ad-hoc fazem com que cada computador transforme-se em uma espécie de roteador.
Em outras palavras, é como se os PCs se comunicassem entre si sem a necessidade que um dispositivo faça a mediação. Isso torna mais flexível a troca de informação.

Rádio

   Você já deve ter ouvido a expressão “nas ondas do rádio”. Tudo bem que o contexto era outro, mas ela pode ser aplicada à internet sem nenhum problema, já que é possível conectar-se à rede através de sinais emitidos por antenas de rádio.

Satélite

   A conexão via satélite funciona de maneira semelhante à rádio, mas com a diferença de poder ser acessada de qualquer lugar do planeta. Por conta disso, é um dos métodos mais caros para acessar a internet. Para conectar é necessário ter dois modems (um para envio de dados e outro para recebimento) e uma antena específica para este tipo de sinal.

WiMax
  
   A WiMax é, resumidamente, uma versão mais poderosa e potente da já conhecida rede Wi-Fi, tanto em velocidade quanto em cobertura. Portanto esqueça o raio de alguns metros de sinal. Esta conexão é capaz de cobrir uma cidade inteira e com uma taxa de transferência de dados surpreendente.

LTE
   Considerada por muitos a evolução do 3G, a conexão LTE alcança velocidades inimagináveis em comparação com a tecnologia atual. Para se ter uma ideia, ela alcança um pico de 170 Mbps! Essa velocidade supera o 3G em mais de dez vezes e é o dobro do máximo atingido pela WiMax, sua principal concorrente.

3G

   A queridinha dos usuários de celular. Funciona de maneira semelhante à conexão a rádio e os sinais são enviados praticamente pelas mesmas torres que enviam o sinal de telefonia para o aparelho, o que significa um amplo raio de alcance. Além disso, a conexão pode chegar a 7 Mbps.

EDGE

   Se a conexão WAP é a versão da internet discada para celulares, a EDGE pode ser comparada à xDSL, guardadas as devidas proporções. Com uma taxa de transmissão de dados de até 384 kbps, este tipo de tecnologia já permitia que páginas da web fossem acessadas.


 
Por Durval Ramos Junior

O que é backbone?


   Pouca gente sabe, mas se não fosse pelo backbone, provavelmente não teríamos acesso à Internet em nossas casas, empresas, nos shoppings e outros ambientes. Backbone significa “espinha dorsal”, e é o termo utilizado para identificar a rede principal pela qual os dados de todos os clientes da Internet passam. É a espinha dorsal da Internet.

   Esta rede também é a responsável por enviar e receber dados entre as cidades brasileiras ou para países de fora. Para que a velocidade de transmissão não seja lenta, o backbone utiliza o sistema “dividir para conquistar”, pois divide a grande espinha dorsal em várias redes menores.

Explicando melhor

   Quando você envia um email ou uma mensagem pelo MSN, as informações saem do seu computador, passando pela rede local para depois “desaguar” no backbone. Assim que o destino da mensagem é encontrado, a rede local recebe os dados para então repassar para o computador correto.

   Para entender melhor o conceito, pense no backbone como uma grande estrada, que possui diversas entradas e saídas para outras cidades (redes menores). Nesta estrada, trafegam todos os dados enviados na Internet, que procuram pela cidade certa a fim de entregar a mensagem.

Bloqueio nacional

   Você já deve ter ouvido falar de alguns países que bloqueiam o acesso a certos sites, como o Youtube. Como os sites, no submundo dos bits, nada mais são do que números de identificação, uma vez que esses códigos identificadores sejam bloqueados de modo que o backbone não possa enviar seu conteúdo, o país inteiro fica sem autorização para acessar as páginas.

   Embora não pareça complicado, bloquear um site para que um país inteiro não tenha acesso ao seu conteúdo não é uma tarefa muito trivial. No entanto, uma vez feito, é praticamente impossível burlar a segurança.



Bloqueio nacional



Como podemos definir a Internet?



   Definimos a Internet como uma rede de redes de computadores. Mas, o que é uma rede de computadores? Como qualquer outra rede de comunicação, é um conjunto de equipamentos terminais (computadores) ligados por um meio de transmissão.

   Na Internet estão interligadas vários tipos de redes, quer quanto à cobertura geográfica (redes locais, redes de longa distância, etc.), quer quanto aos equipamentos que as compõem e à tecnologia utilizada. Para que isso seja possível, é necessário que existam regras comuns, designadas protocolos.

   O conjunto de protocolos (também designado família de protocolos) utilizados na Internet é o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol). A família TCP/IP é composta por diversos protocolos, dos quais destacamos (para além dos dois - TCP e IP- que dão o nome à família) o DNS, o SMTP, FTP, Telnet.

Histórico da internet


     A Internet nasceu em 1969, de um projeto do Department of Defense dos EUA. Chamava-se ARPANET e tinha como objectivo a interligação de computadores utilizados em centros de investigação com fins militares. Após a sua apresentação pública em 1972, e do estabelecimento das primeiras ligações internacionais um ano depois, a ARPANET continuou a crescer durante os anos 70 mas, por razões de segurança, continuava a ser uma rede estritamente controlada pelos militares e inacessível a largos sectores da comunidade académica internacional e dos EUA. E foi no início dos anos 80, mais precisamente em 1983, com a adoção dos protocolos TCP/IP na ARPANET a criação da CSNet (Computer Science Network) e a sua ligação à ARPANET, que surgiu a verdadeira Internet.
      
    Ao longo dos anos 80, o ritmo de crescimento da Internet foi-se acelerando, tornando necessária a existência e funcionamento de estruturas de coordenação e cooperação entre o cada vez maior número de redes e operadores que a integravam. Assim, logo em 1983, foi criado o Internet Activities Board (IAB, agora designado Internet Architecture Board), dentro do qual se criariam, em 1989, o Internet Engineering Task Force (IETF) e o Internet Research Task Force (IRTF). Na década de 80 são ainda de destacar a criação da EUnet (European UNIX Network) em 1982, da EARN (European Academic and Research Network) em 1983 e da NSFNET (rede académica americana, responsável pela expansão das ligações das universidades à Internet) em 1986.
     
      No final da década de 80 (1989) a Internet ultrapassava já os 100000 hosts (máquinas com ligação directa à Internet). Mas é nesta primeira metade da década de 90 que, com o desenvolvimento de novos serviços mais amigáveis e eficientes (como o Gopher e o WWW), se regista o verdadeiro boom da Internet. No início de 1996 a Internet devia contar com cerca de 9 500 000 de hosts e mais de 30 milhões de utilizadores (39 milhões de utilizadores de correio electrónico e 26 milhões de utilizadores do conjunto de serviços Internet, segundo o Third MIDS Internet Demographic Survey, de Outubro de 1995).

      Nestes últimos cinco anos merecem destaque a aprovação nos Estados Unidos de medidas tendentes à criação das chamadas auto-estradas da informação em 1991 (HPCA- High Performance Computing Act) e 1993 (NIIAA - National Information Infrastructure Agenda for Action), a divulgação da World Wide Web pelo CERN e criação da ISOC (integrando o IAB) em 1992, a proliferação de ligações de empresas e organizações governamentais à Internet, o desenvolvimento do comércio virtual, das emissões de rádio (ciberestações) e de diversas outras formas de comunicação interpessoal na Internet, a realização da reunião cimeira do G7 (Grupo dos sete países mais ricos do mundo), em Fevereiro de 1995, sobre o futuro da sociedade da informação.
    
     Como sabe a Internet já não é um sítio apenas frequentado pelos fanáticos das tecnologias e dos computadores. Na Internet encontram-se todos os tipos de pessoas.